Carta da Diretora do Salão com motivo da recente crise do Covid-19

Caros clientes, parceiros e amigos:

Em primeiro lugar, a equipa da Empack, Logistics & Automation espera que esteja bem, assim como a sua família e mais chegados.

Nos últimos tempos, estamos a viver uma série de circunstâncias que nunca pensamos ter de enfrentar, enquanto pessoas, profissionais e empresas.

São poucos os setores que não sairão afetados pela crise de saúde pública que vivemos. As feiras e eventos profissionais são um dos setores económicos em que a pandemia de COVID-19 está a ter consequências mais imediatas. A nível nacional e internacional, sofremos grandes mudanças ao nível de calendarização, com eventos adiados e até mesmo cancelados.

Contudo, nós, organizadores de feiras profissionais, estamos convencidos de que, quando esta crise sanitária terminar, os eventos e encontros profissionais serão uma ferramenta-chave para reativar a economia, por vários motivos. Em primeiro lugar, porque depois do tempo vivido em distanciamento social, as empresas precisarão de se encontrar cara a cara com os clientes, recuperar o contacto pessoal que, durante meses, não foi possível acontecer.

Seguidamente, porque as feiras serão um ponto de encontro para fazer uma reflexão sobre o futuro: a aposta em novos produtos, conferências, as mais recentes inovações e histórias de sucesso, que ajudarão a recuperar o tempo de pausa vivido. Desta forma, todos estarão mais motivados e preparados para construir o futuro.

Em terceiro lugar, a mudança de paradigma trazida por uma pandemia que abalou o mundo, traz novas oportunidades, nomeadamente ao nível da oferta, que poderá ser diversificada graças às mudanças nos hábitos de consumo. Além disso, existirão novas formas de relacionamento e colaboração com fornecedores e empresas parceiras.

Este último ponto leva-nos a uma consideração de grande importância: vem aí um grande salto tecnológico. Em suma, o mundo foi apanhado desprevenido e sem qualquer preparação para lidar com uma pandemia, como até então não há registo na História. Para tentar colmatar a situação, a tecnologia foi e continua a ser o motor que nos pode salvar da crise: adaptámo-nos ao teletrabalho, as empresas começaram a tornar os processos de trabalho mais fluídos e eficazes, descobriram-se novas formas de colaboração entre equipas, com ferramentas até então não utilizadas. Isto chama-se evolução. A automação dos transportes, o funcionamento das cadeias de distribuição de mercadorias, a inteligência artificial e as energias renováveis são temas que estão na ordem do dia, no sentido em que, depois desta crise de saúde pública, o mundo terá de se adaptar à nova realidade emergente.

A coisa mais importante a reter desta pandemia é que precisamos de pensar, acima de tudo, no desenvolvimento sustentável das empresas, no networking necessário à sua reconstrução, da aprendizagem retida nas conferências com grandes líderes e especialistas em mercados específicos e ainda no conhecimento das mais recentes inovações tecnológicas, essenciais à adaptação ao mundo empresarial pós-pandemia.

Raquel Carboneras
Head of Cluster da EasyFairs, entidade que organiza anualmente a Empack e Logistics & Automation no Porto, na Exponor

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